Um fotógrafo em atividade no centro deSão Paulo, Brasil.
Fotógrafo é
a pessoa que tira (registra) fotografia, usando uma câmera. É
geralmente considerado um artista, pois faz seu produto (a foto) com a
mesma dedicação e da mesma forma que qualquer outro artista visual.
Faz parte da cultura brasileira a figura do Fotógrafo Lambe-lambe,
profissional que ficava nas praças tirando fotos comercialmente, quando
adquirir uma máquina fotográfica era algo muito difícil devido ao seu
alto valor comercial.
Amadores e profissionais Quando um determinado autor de fotografias baseia grande parte do seu rendimento nesta atividade, diz-se ser um
fotógrafo profissional.
Por vezes, o adjetivo profissional é usado erroneamente na fotografia
para valorizar uma determinada imagem fotográfica ou perícia de um
autor. Na realidade, a qualidade da fotografia nem sempre está
relacionada com o fato do seu autor ser ou não profissional. Muitos
amadores realizam com regularidade imagens mais bem sucedidas que muitos
profissionais.
Na realidade "profissional" refere-se apenas à
profissão do
autor, e não à qualidade do trabalho. Ao mesmo tempo que um
profissional pode realizar um trabalho mal feito, pode-se entender
melhor, adiante no parte de "arte".
O adjetivo amador, quando atribuído a um fotógrafo, pode ter um
significado muito vasto. Pessoas que apenas fotografam a sua família e
vida, para uso pessoal, consideram-se fotógrafas amadores. Outros
fotógrafos amadores chegam a publicar livros, realizar exposições e
dedicam uma vida inteira ao estudo da fotografia.
Especializações do fotógrafo
Uma vez que na atualidade a fotografia serve um vasto campo de
assuntos e objetivos, foram criadas especializações. O fotógrafo
especializa-se para melhor dominar a técnica de um determinado tipo de
fotografia ou assunto. As especializações mais conhecidas são a foto
reportagem (de eventos sociais), moda, o fotojornalismo, a paisagem,
o retrato e a publicitária (arte da fotografia de objetos em estúdio).
Formação de um fotógrafo
A formação em fotografia numa escola de arte pode realizar-se através
de um curso de fotografia ou de várias disciplinas de fotografia
integradas em cursos de
arte, design, pintura, multimídia,cinema, jornalismo e etc. Normalmente
estes cursos estão orientados para o exercício da fotografia enquanto
arte. Porém muitos fotógrafos são autodidatas acabam procurando formação
só depois de anos de experiência na prática. Numa escola profissional,
a formação em fotografia está mais orientada para o exercício da
fotografia enquanto profissão comercial.
Essência da fotografia
A
discussão sobre o uso da Fotografia é precedido pela tentativa de
compreender sua imagem, o que ocorre desde seu desenvolvimento por
diversos fotógrafos ao longo do século XIX (como afirma Geoffrey
Batchen). Seu caráter artístico evidente constitui um entrave a seu uso
pelas ciências sociais, enquanto seu caráter científico a tornou uma
espécie de subalterna no campo da arte, características que parecem se
reverter na segunda metade do século vinte, na medida em que o estudo
desse meio se aprofundou, as ciências sociais se abriram para a
impossibilidade de completa objetividade, e o campo da arte passou a
lidar fortemente com a ideia, em oposição a uma ênfase na forma
artística.
Os
estudos históricos sobre a Foto iniciam por volta de cem anos após sua
invenção. Já os estudos teóricos sobre a Fotografia parecem iniciar no
pós-guerra, e a principal teoria usada para caracterizar a Fotografia
advém do campo da semiótica, ou seja, declina da Semiologia de Saussure.
Numa leitura estrita da obra de Charles Sanders Peirce, definidora do
campo da semiótica, a Fotografia se definiria a partir das três
categorias de signo, que existem numa ordem de importância e dependência
umas das outras : o ícone, que é uma representação qualitativa de um
objeto - por exemplo, por analogia (é o caso da imagem fotográfica),
o índice, que caracteriza um signo que refere-se ao significante
pela causalidade ou pela contiguidade (às vezes diferenciado como índex,
como na leitura de Umberto Eco), e o símbolo, cuja relação com o
significante é arbitrária e definida por uma convenção (é o caso de
uma bandeira de um país, por exemplo).
Ora, os estudos iniciais da Fotografia, bem como os artistas ao longo
do século XIX E XX se preocupavam com o problema da iconicidade da
Fotografia, isto é, o potencial de sua imagem e o caráter de
seu realismo. O primeiro sinal de problematização dessa modalidade de
discurso está na obra de Walter Benjamin, cujo texto "A obra de arte na
era de sua reprodutibilidade técnica", revela uma preocupação com a
modificação da recepção da Fotografia e do cinema em relação aos meios
tradicionais da arte, estudo pioneiro e extremamente influente que leva
instâncias inéditas, como o problema da aura (o que a diferencia da arte
clássica) bem como o da multiplicação maciça da imagem.
É na obra de Roland Barthes que vemos um segundo momento da tentativa
de tratar da Fotografia como meio. A obra de Barthes passa pela
construção do estruturalismo, e sua leitura da obra de Peirce. Mas o
universo de Barthes não se resume ao universo do signo: seu grande livro
sobre Fotografia, "Câmara Clara", possui um ponto de vista
fenomenológico (que refere a Foto ao
noema, conceito da
fenomenologia de Husserl), bem como utiliza elementos
da psicanálise lacaniana. Ao longo da obra de Barthes, a Foto é lida
numa chave dialógica característica do estruturalismo, implicando a
criação de conceitos tais como conotação e denotação, ou ainda obtuso e o
óbvio, até o desenvolvimento do par
studium/
punctum, que não são mais pólos entre os quais a Fotografia existe, mas estados da Fotografia: como
studium, a
Fotografia se exibe como objeto indiferente de estudo, enquanto a
expressão punctum define a instauração de um fenômeno no qual sujeito e
foto se afetam.
Um
dos legados da leitura de Barthes sobre a fotografia é a percepção da
importância do conceito de "indice", que é desenvolvido posteriormente
nas obras de Rosalind Krauss (em "O Fotográfico", e em "A originalidade
da Vanguarda"), de Jean-Marie Schaeffer ("A imagem precária"),
e Philippe Dubois ("O Ato Fotográfico"). Tal relação não apenas tem sido
utilizada no campo da arte, como indica Krauss, mas vem permitindo o
uso da Fotografia de modo crescente nas ciências sociais.
Fonte: http://www.fotosesonhos.com/pagina-2.html